Área de atuação e uso responsável da terra

A Aperam BioEnergia administra aproximadamente 150 mil hectares no Vale do Jequitinhonha (MG), abrangendo os municípios de Capelinha, Itamarandiba, Carbonita, Minas Novas, Turmalina e Veredinha. Todas as áreas pertencem à Aperam South America e são geridas pela empresa, sem utilização de terras arrendadas ou áreas de fomento florestal.
Do total administrado, cerca de 124 mil hectares são certificados pelo FSC® e aproximadamente 75 mil hectares são destinados ao cultivo de florestas plantadas.
Para garantir eficiência operacional e uso responsável da terra, as áreas são organizadas em Unidades de Produção de Energia Renovável (UPERs), que integram as atividades de plantio, manejo, colheita e produção de carvão vegetal.
A produção florestal convive com a conservação ambiental. A empresa mantém Reservas Legais, Áreas de Preservação Permanente (APPs), Áreas de Alto Valor de Conservação e corredores ecológicos, contribuindo para a proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e dos ecossistemas da região.

Anualmente, a Aperam BioEnergia publica o Resumo Público do Plano de Manejo Florestal, documento que apresenta de forma transparente as práticas de manejo sustentável, os programas de monitoramento ambiental, as ações de conservação e as diretrizes que orientam a gestão das florestas plantadas no Vale do Jequitinhonha.
Acesse o documento completo e conheça como equilibramos produção, conservação e responsabilidade socioambientalCaracterísticas ambientais e biodiversidade
As áreas de manejo da Aperam BioEnergia apresentam clima predominantemente subtropical úmido subúmido, com temperatura média anual entre 17°C e 27°C e precipitação média anual entre 1.150 mm e 1.450 mm, concentrada principalmente entre os meses de novembro e março. Essas condições climáticas, associadas aos solos predominantes da região — como Latossolos, Argissolos e Cambissolos — favorecem o desenvolvimento das florestas plantadas e orientam as práticas de manejo adotadas pela empresa.
Fauna e flora monitoradas
Monitoramos continuamente a fauna e a flora presentes em nossas áreas de atuação como parte do manejo florestal sustentável. Esse monitoramento inclui levantamentos periódicos de espécies da vegetação nativa e registros sistemáticos da fauna, com foco especial em espécies endêmicas, raras ou ameaçadas de extinção. As atividades permitem acompanhar a dinâmica dos ecossistemas, avaliar possíveis impactos das operações e orientar ações de conservação.
Curva cumulativa de espécies de aves
| Etapa | Espécies de aves |
|---|---|
| 2006 | 145 |
| 2007 | 180 |
| 2008 | 188 |
| 2009 | 201 |
| 2010 | 212 |
| 2011-2012 | 225 |
| 2013 | 228 |
| 2014 | 233 |
| 2015 | 239 |
| 2016 | 247 |
| 2017 | 250 |
| 2018 | 254 |
| 2019 | 261 |
| 2020 | 264 |
| 2021 | 267 |
| 2022 | 268 |
| 2023 | 274 |
| 2024 | 277 |
| 2025 | 277 |
Curva cumulativa de espécies de mamíferos
| Etapa | Espécies de mamíferos |
|---|---|
| 2006 | 19 |
| 2007 | 31 |
| 2008 | 32 |
| 2009 | 32 |
| 2010 | 32 |
| 2011 | 32 |
| 2012 | 32 |
| 2013 | 33 |
| 2014 | 33 |
| 2015 | 33 |
| 2016 | 33 |
| 2017 | 33 |
| 2018 | 33 |
| 2019 | 33 |
| 2020 | 34 |
| 2021 | 34 |
| 2022 | 34 |
| 2023 | 34 |
| 2024 | 34 |
| 2025 | 35 |
Riqueza de espécies de aves por categoria de ameaça
- Convenção CITES30
- Rara localmente26
- Endêmica do Brasil24
- Quase ameaçada — IUCN3
- Ameaçada de extinção3
| Categoria | Espécies |
|---|---|
| Convenção CITES | 30 |
| Rara localmente | 26 |
| Endêmica do Brasil | 24 |
| Quase ameaçada — IUCN | 3 |
| Ameaçada de extinção | 3 |
Riqueza de espécies de mamíferos de médio e grande porte
- Não ameaçada22
- Presente na CITES13
- Ameaçada — Minas Gerais10
- Ameaçada — IUCN9
- Ameaçada — Brasil9
- Endêmica do Brasil4
| Categoria | Espécies |
|---|---|
| Não ameaçada | 22 |
| Presente na CITES | 13 |
| Ameaçada — Minas Gerais | 10 |
| Ameaçada — IUCN | 9 |
| Ameaçada — Brasil | 9 |
| Endêmica do Brasil | 4 |
Os dados coletados subsidiam o planejamento florestal e ambiental, apoiando decisões sobre proteção de habitats, manutenção de corredores ecológicos e definição de áreas prioritárias para conservação. Esse acompanhamento contínuo garante que a produção florestal ocorra de forma integrada à preservação da biodiversidade local.
Vegetação
Com relação à vegetação, as propriedades da Aperam BioEnergia no Vale do Jequitinhonha-MG estão inseridas em áreas de contato entre os biomas Cerrado e Mata Atlântica. O cerrado ocorre com suas diferentes fitofisionomias, desde cerrado "sensu stricto", campo cerrado a campo sujo, e os ambientes de mata são cobertos pela Floresta Estacional Semidecidual ou mata mesófilas nas encostas dos vales, matas ciliares e matas de galeria nos estágios de sucessão inicial e médio, respectivamente.
Ciclo florestal e operações sustentáveis
O ciclo florestal da Aperam BioEnergia compreende um conjunto de etapas planejadas para garantir produtividade, sustentabilidade e renovação contínua das florestas plantadas de eucalipto. Esse processo envolve desde o melhoramento genético das espécies até a regeneração das áreas após a colheita, assegurando rastreabilidade, eficiência e responsabilidade ambiental ao longo de toda a cadeia.
O processo tem início com o planejamento e o preparo do solo, seguido pelo plantio de mudas geneticamente selecionadas. Ao longo do desenvolvimento da floresta, são realizados tratos culturais, monitoramento fitossanitário e manejo técnico para assegurar o crescimento adequado das árvores.
Após o período de rotação, que varia conforme as características do sítio e os objetivos produtivos, ocorre a colheita mecanizada da madeira, destinada à produção de carvão vegetal. Em seguida, a área passa pelo processo de reforma ou condução da rebrota, reiniciando o ciclo produtivo de forma sustentável.
Planejamento do uso do solo, conservação e restauração
O planejamento florestal da Aperam BioEnergia busca conciliar produção e conservação ambiental, seguindo como premissa o que é demonstrado na imagem abaixo. As áreas próximas a nascentes, córregos, cursos d'água, lagos naturais e artificiais são preservadas como Áreas de Preservação Permanente, além da manutenção de Reservas Legais e faixas ecológicas que funcionam como corredores de conexão entre fragmentos de vegetação nativa.


As áreas de produção, plantadas com eucalipto, concentram-se preferencialmente em áreas planas, localizadas nas partes mais altas, conhecidas como chapadas. Esse modelo favorece o uso responsável do território e contribui para a proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e dos ecossistemas sensíveis.
As boas práticas de manejo do solo adotadas pela Aperam BioEnergia têm como objetivo preservar a fertilidade, evitar processos erosivos e manter o equilíbrio dos ecossistemas. Entre as medidas aplicadas estão o preparo mínimo do solo, o controle do tráfego de máquinas e a adoção de técnicas de conservação hídrica.
Também são realizados monitoramentos periódicos das condições do solo, garantindo que as operações florestais ocorram de forma responsável e sustentável. Essas práticas contribuem para a produtividade de longo prazo das florestas e para a proteção dos recursos naturais.
Monitoramento florestal e proteção das áreas
O monitoramento das florestas plantadas é realizado por meio de inventários florestais contínuos, que utilizam técnicas de amostragem para acompanhar o crescimento das árvores, estimar volumes de madeira e apoiar decisões sobre o momento adequado de colheita. Esses dados permitem otimizar o planejamento da produção e garantir o uso sustentável das áreas manejadas.
A Aperam BioEnergia também mantém uma estrutura de prevenção e combate a incêndios florestais, composta por Sala de Monitoramento, brigadas especializadas e tecnologias de detecção precoce. A Sala de Monitoramento opera com vigilância constante, utilizando câmeras, torres de observação e sistemas integrados para identificação rápida de focos de calor.
As brigadas são treinadas e equipadas para atuação imediata, seguindo protocolos rigorosos de segurança e resposta. A empresa também investe em ações preventivas, como aceiros, campanhas educativas e integração com órgãos públicos e comunidades vizinhas.
Cultivo mínimo
O cultivo mínimo do solo em plantios de eucalipto é uma prática conservacionista essencial para a sustentabilidade do manejo florestal. Ao restringir o preparo mecânico à linha de plantio, por meio da subsolagem, esse sistema preserva a estrutura física do solo e mantém a cobertura de resíduos vegetais sobre a superfície.
Essa cobertura atua como barreira protetora contra o impacto direto das chuvas, reduzindo processos erosivos, lixiviação de nutrientes, variações de temperatura no solo e perda de água por evaporação. A prática também favorece a atividade biológica do solo, melhora o desenvolvimento radicular do eucalipto e fortalece a resiliência hídrica da cultura ao longo das rotações.
Biochar como condicionador de solo
O uso do biochar como condicionador de solo representa uma estratégia importante para a melhoria sustentável dos atributos químicos, físicos e biológicos do solo. Devido à sua estrutura porosa e elevada área superficial, o biochar contribui para a retenção de água e nutrientes, reduzindo perdas por lixiviação.
Além disso, sua estabilidade química favorece o sequestro de carbono no solo e sua rede de microporos cria condições favoráveis para a microbiota benéfica. Dessa forma, o biochar contribui para solos mais férteis, resilientes e produtivos.
Recuperação de áreas degradadas
As áreas passíveis de recuperação são mapeadas, dimensionadas e analisadas de acordo com as ações necessárias para sua restauração. A metodologia, os procedimentos e o acompanhamento das áreas em recuperação foram desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal de Viçosa.
As áreas a serem recuperadas estão inseridas em diferentes ecossistemas e distribuídas nas regiões de atuação da empresa, incluindo áreas de empréstimo de solo, Unidades de Produção de Energia Renovável desativadas e cascalheiras exauridas.




Sistema de monitoramento florestal
O monitoramento das florestas plantadas é realizado por meio de inventários florestais contínuos, que utilizam técnicas de amostragem para acompanhar o crescimento das árvores, estimar volumes de madeira e apoiar decisões sobre o momento adequado de colheita. Esses dados permitem otimizar o planejamento da produção e garantir o uso sustentável das áreas manejadas.

Inovação genética e produtividade florestal

A Aperam BioEnergia investe continuamente em ciência, tecnologia e melhoramento genético para desenvolver florestas mais produtivas, resilientes e ambientalmente eficientes. Desde a década de 1970, a empresa constrói uma sólida trajetória de pesquisa, conservação e inovação florestal, consolidando uma das mais amplas e relevantes bases de diversidade genética de eucalipto do Brasil.
Em suas áreas experimentais e de preservação genética, a empresa mantém robustos Bancos de Germoplasma compostos por materiais genéticos provenientes de diferentes espécies e procedências. Essa ampla variabilidade representa um patrimônio estratégico para o desenvolvimento de florestas adaptadas às diferentes condições edafoclimáticas brasileiras e preparadas para os desafios ambientais do presente e do futuro.
A partir dessa base genética, os programas de melhoramento da Aperam BioEnergia possibilitam a seleção e o desenvolvimento contínuo de clones superiores, com foco em produtividade, eficiência no uso da água, captura de carbono, adaptação às mudanças climáticas e sustentabilidade em larga escala.
Ao longo dos anos, o melhoramento florestal evoluiu para além do aumento de produtividade, incorporando também objetivos ligados à conservação dos recursos naturais, à resiliência climática e à geração de valor ambiental. Dessa forma, a Aperam BioEnergia reafirma seu compromisso com a inovação sustentável e com o desenvolvimento de soluções florestais alinhadas aos desafios globais da transição para uma economia de baixo carbono.
Manejo integrado, controle biológico e uso responsável de insumos
Aperam BioEnergia adota práticas de manejo integrado com foco na redução da dependência de defensivos químicos e no fortalecimento do equilíbrio dos ecossistemas florestais. Entre as principais estratégias utilizadas está o controle biológico de pragas, realizado por meio da produção e soltura de inimigos naturais certificados. Como parte desse trabalho, a empresa mantém um Laboratório de Entomologia Florestal dedicado ao desenvolvimento de soluções biológicas para o manejo de pragas, contribuindo para a proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e da qualidade do solo.
Nos últimos anos, a empresa também vem ampliando seus investimentos em estratégias voltadas à redução sistemática do uso de outros herbicidas nas operações florestais. Para isso, alia silvicultura de precisão à dinâmica ecológica, tendo como uma de suas principais práticas a consolidação do cultivo mínimo. Nesse sistema, a manutenção da camada de resíduos florestais funciona como uma barreira natural física e luminosa, reduzindo a germinação de plantas daninhas e diminuindo a necessidade de intervenções químicas em área total.
De forma complementar, o monitoramento técnico, a aplicação localizada na linha de plantio e o uso de espaçamentos que favorecem o fechamento mais rápido do dossel do eucalipto permitem que o manejo ocorra apenas quando estritamente necessário. Com a combinação dessas práticas, a Aperam BioEnergia reduz riscos ambientais associados ao uso de herbicidas, como lixiviação e fitotoxidez, reforçando seu compromisso com a preservação da biodiversidade edáfica e a excelência ambiental de sua cadeia produtiva.
Manejo nutricional
A recomendação de adubação por balanço nutricional é utilizada para otimizar a eficiência agronômica e garantir a sustentabilidade ambiental do ecossistema. Essa metodologia quantifica a demanda de nutrientes da cultura e considera o suprimento natural disponível no solo, além do aporte proveniente da ciclagem de resíduos vegetais.
Com isso, a aplicação de insumos é feita de forma complementar e precisa, evitando excessos, reduzindo custos operacionais e contribuindo para a proteção de corpos d'água e da microbiota local.
Rastreabilidade, carbono e Aço Verde®
A operação florestal da Aperam BioEnergia atua como aliada no enfrentamento das mudanças climáticas. Entre 2020 e 2024, a empresa removeu mais de 2,2 milhões de toneladas de CO₂ da atmosfera a partir do carbono estocado em suas florestas, compensando as emissões dos processos nos escopos 1 e 2.
O carbono capturado pelas florestas se transforma em energia renovável por meio do carvão vegetal, que substitui o carvão fóssil na produção de aço da Aperam no Brasil. Esse modelo conecta manejo florestal responsável, bioenergia renovável e redução de emissões, contribuindo para o Aço Verde® Aperam.
Além das florestas plantadas, as áreas de conservação nativa, como Áreas de Alto Valor de Conservação, Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente, também contribuem para a preservação do estoque de carbono, a proteção da biodiversidade e a conservação dos recursos hídricos.
A rastreabilidade do carvão vegetal produzido pela Aperam BioEnergia garante controle desde a origem da madeira até a entrega do produto final. Todo o processo é monitorado por sistemas que permitem identificar a área de colheita, o talhão de origem e o fluxo logístico da produção.
Esse controle assegura conformidade ambiental, legalidade da matéria-prima e transparência na cadeia produtiva. A rastreabilidade também fortalece a governança corporativa e garante que o carvão utilizado na produção do aço esteja alinhado aos critérios de sustentabilidade e certificação florestal.

Eficiência operacional e logística
A Aperam BioEnergia também investe em iniciativas para tornar suas operações logísticas mais eficientes e reduzir impactos ambientais. Entre 2020 e 2024, a empresa implementou tecnologias na frota de transporte que contribuíram para a redução de 20% no consumo de diesel.
As ações incluem telemetria em 100% da frota, correção de hábitos de direção, redução de tempo ocioso dos motores, identificação de rotas mais eficientes e manutenção preventiva. Esse conjunto de medidas reduziu o consumo de combustível e mitigou emissões de poluentes e CO₂ na atmosfera.
O apoio aos municípios para pavimentação e manutenção de vias também contribui para reduzir a suspensão de poeira em estradas de terra, gerando impactos positivos para a logística, o meio ambiente e a saúde pública.