Portal Sustentabilidade
Quem somos
Perguntas Frequentes
Não. Isso é um mito. O eucalipto não tem a capacidade de "secar" o solo ou esgotar lençóis freáticos por si só.
Abaixo, explicamos os fatos baseados na ciência:
- Eficiência no uso da água: O eucalipto é uma das plantas mais eficientes que existem. Para produzir a mesma quantidade de matéria seca (madeira), ele consome menos água do que culturas comuns como a cana-de-açúcar, o café e a soja. Na Aperam BioEnergia, estamos continuamente desenvolvendo clones que necessitam de menos água para seu pleno desenvolvimento.
- Raízes superficiais: Ao contrário do que se pensa, de forma geral, as raízes atingem 2 a 3 metros de profundidade. Elas não conseguem "sugar" a água de lençóis freáticos profundos (que geralmente estão a dezenas de metros de distância).
- Manejo sustentável: A Aperam BioEnergia adota as melhores práticas de manejo florestal. Uma das práticas que garantem nosso sucesso do manejo hídrico é a técnica do manejo em mosaico. Isso significa que as florestas de eucalipto são intercaladas com áreas de preservação e florestas nativas, o que ajuda a recarregar as bacias hidrográficas e protege o ecossistema local.
Fatores que impactam negativamente na recarga hídrica da região: quando uma região sofre com a seca, as causas geralmente estão ligadas a longos períodos de estiagem (tradicional e/ou potencializada por mudanças climáticas), compactação do solo por pastagens antigas (que impedem a água da chuva de penetrar na terra) ou desmatamento ilegal.
Verifique os materiais técnicos listados abaixo para obter informações mais detalhadas sobre o tema.
Não. As florestas renováveis de eucalipto, quando geridas de forma responsável, recuperam solos exauridos, especialmente aqueles já degradados por atividades anteriores, como pastagens extensivas. O eucalipto pode contribuir para a deposição de biomassa, melhora a estrutura do solo, controla a erosão e aumenta a matéria orgânica. Além disso, a cobertura formada por folhas e ramos ajuda a conservar a umidade e favorece a atividade biológica do solo.
Sim, diversos estudos científicos apresentam as contribuições do eucalipto para a recuperação e o enriquecimento de solos, realizados em diferentes partes do mundo. Confira alguns:
- Assessing the impact of eucalyptus trees on soil chemical properties in rice fields
- Influence of Eucalyptus Agroforestry on Crop Yields, Soil Properties, and System Economics in Southern Regions of India
- Ecological and social impacts of eucalyptus tree plantation on the environment
- The potential of Eucalyptus plantations to restore degraded soils in semi-arid Morocco (NW Africa)
- Characterization and classification of soils developed from sandstone of the Aquidauana formation
Nosso objetivo principal é utilizar 100% de madeira própria, proveniente de nossas florestas de eucalipto plantadas de forma sustentável e certificadas. O biochar é produzido a partir dos resíduos dessas florestas (como galhos, cascas e folhas) e de finos de carvão vegetal.
Operamos com uma mentalidade rigorosa de "Resíduo Zero", onde os materiais gerados em nossos processos são avaliados para retornar ao ciclo produtivo ou receber uma destinação útil. Na BioEnergia, por exemplo, materiais como o pedrisco são reaproveitados na estabilização e na manutenção de estradas locais, garantindo acesso seguro para caminhões e para a comunidade do entorno. Já os produtos químicos perigosos seguem protocolos específicos de manuseio e destinação, conduzidos com rigor técnico e em conformidade com a legislação. Hoje, mais de 97% dos nossos resíduos têm reciclagem ou destinação correta.
Nossas unidades de carbonização utilizam queimadores de gases patenteados, uma tecnologia avançada e pioneira no setor, projetada para reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa. Ao longo dos anos, nossos queimadores operaram cerca de 70% do tempo. Isso não se deve a "falhas" operacionais, mas sim à necessidade de manutenção periódica essencial nos equipamentos, dutos e fornos. Operamos em total conformidade com as licenças ambientais vigentes e já temos um plano de ação estruturado e ajustado com o IFC para aumentar esse tempo de operação para mais de 80% até 2030.
Antes da aplicação, nosso biochar é rigorosamente testado por laboratórios credenciados para certificação do produto. Como o Brasil ainda não possui definições locais específicas para esses parâmetros, adotamos voluntariamente as diretrizes mais rigorosas do mundo: o European Biochar Certificate (EBC). Nossas análises confirmam que os níveis de metais pesados (como chumbo e cádmio) e toxinas (HAPs) atendem aos parâmetros e estão bem abaixo dos limites máximos exigidos pelos padrões europeus.
Absolutamente não. Nossas expansões referem-se exclusivamente a áreas já classificadas como produtivas e não incluem áreas habitadas, o que garante que não haverá impacto nas comunidades locais ou na biodiversidade. Os processos de "supressão de vegetação" que solicitamos aos órgãos ambientais são, na verdade, etapas burocráticas formais para regularizar áreas de silvicultura que haviam sido deixadas em pousio (descanso) pelos proprietários anteriores, e não representam a conversão de habitats naturais virgens. Nossos padrões de Certificação e Políticas e normas locais e corporativas são extremamente rígidas com relação a qualquer forma de desmatamento.
Utilizamos somente herbicidas permitidos, de maneira altamente restrita e controlada, e monitorados meticulosamente por organismos certificadores internacionais. Todo o pessoal envolvido está devidamente protegido por equipamentos individuais ou em cabines de maquinário climatizadas e isoladas.
Não utilizamos Tordon em nenhuma etapa de nossas operações florestais: este produto não faz parte do nosso portfólio, não é comprado, não é armazenado e seu uso é estritamente proibido em nossa empresa, fato verificado por auditorias.
Não há perigo para os agricultores ou para as plantações. A restrição de plantio sob linhas de alta tensão (que começam a aproximadamente 12 metros de altura) existe apenas para o cultivo de espécies altas, como o eucalipto. Para pequenas culturas agrícolas — como as do projeto "Raízes do Vale": feijão, mandioca, milho, batata doce, entre outras — o local é perfeitamente adequado. Além disso, a segurança é nosso valor central: conscientizamos sobre saúde e segurança, fornecemos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como perneiras contra cobras, e garantimos apoio técnico contínuo próprio e da EMATER para práticas de cultivo seguras.